quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Gasoduto da Petrobras tem indício de superfaturamento de 1800%, aponta TCU

DO RIO

Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou superfaturamento de 1.800% na construção de um trecho da rede de gasodutos operada pela Petrobras na Bahia, segundo notícia publicada neste domingo (4) pelo jornal "O Globo".

Com 954 km de extensão, o trecho passa pelos municípios de Linhares (ES) e Catu (BA), e custou R$ 3,78 bilhões, de acordo com a reportagem.

O gasoduto fica entre a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, e a Estação de Distribuição de Gás, no município baiano.

Segundo o Globo, a Petrobras criou uma "empresa de papel" - a Transportadora Gasene S.A. - para construir e operar o gasoduto.

Constituída pela Petrobras como uma SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), a Transportadora Gasene S.A. firmou um contrato de prestação de serviços com o escritório de contabilidade Domínio Assessores Ltda.. No contrato assinado, as duas empresas apresentam o mesmo endereço, no Rio.

O mesmo contrato, segundo o jornal, estabelecia que o proprietário da Domínio Assessores Ltda., Antônio Carlos Pinto de Azeredo, passaria a exercer a função de presidente da Transportadora Gasene S.A..

A análise do TCU foi baseada em documentos da Agência Nacional do Petróleo. Em um trecho da auditoria, publicado pelo Globo, os técnicos do TCU afirmam que "a ANP considerou que as firmas transportadoras criadas nesse arranjo financeiro seriam apenas empresas de papel".

O TCU também apontou falhas na análise técnica que cabia à ANP a respeito da construção deste trecho do gasoduto, de acordo com o jornal.

"Chama atenção o fato de um projeto dessa magnitude, na ordem de R$ 3,78 bilhões (valor referente somente ao trecho Cacimbas-Catu), não ter avaliação crítica dos estudos apresentados pela Petrobras para efeitos de autorização para a construção", dizia o texto dos auditores do TCU, reproduzido pelo Globo.

De acordo com a reportagem, o relatório do TCU responsabiliza José Sérgio Gabrielli (na época, presidente da Petrobras) e Antônio Carlos Azeredo (que presidia a Transportadora Gasene) pelas irregularidades.

Em nota, a Petrobras afirmou que a Transportadora Gasene S.A. "não tem qualquer ligação societária com a Petrobras".

A empresa afirmou que o "Projeto Gasene" foi elaborado pela área financeira da Petrobras, entre 2004 e 2005, "com objetivo de captar recursos para construção do gasoduto Gasene".

No texto, a Petrobras acrescentou que a Transportadora Gasene S.A. é uma "SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), de caráter privado, com objetivo de contratar os financiamentos, construir e operar o Gasene."

De acordo com a Petrobras, a Transportadora Gasene S.A. foi comprada em 31 de janeiro de 2012 pela TAG (Transportadora Associada de Gás), empresa do sistema Petrobras.

O gasoduto foi inaugurado no dia 26 de março de 2010 em cerimônia na cidade de Itabuna (BA) com as presenças do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, na época, ministra-chefe da Casa Civil.


sábado, 3 de janeiro de 2015

PRÉDIO DO TRIPLEX DE LULA NO GUARUJÁ É “HABITADO” POR PETISTAS

Vaccari é um dos petistas que “compraram” apartamentos

Posted on dezembro 19, 2014 by Tribuna da Internet 5 comentários

Germano Oliveira
O Globo

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é proprietário de um apartamento no edifício Solaris, em Guarujá (SP), onde o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva tem um tríplex avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. Vaccari é acusado de estelionato em processo que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, referente ao período em que presidia a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), que vendeu, mas não entregou, apartamentos a cerca de 3.100 pessoas.

A Bancoop também comercializou os 122 apartamentos do Solaris, de 2006 a 2010, período em que Vaccari era o presidente da cooperativa. Na época, o prédio se chamava Mar Cantábrico. Como a obra passou por problemas, a Construtora OAS foi contratada em 2010 pela Bancoop para finalizar a construção.

Um apartamento no prédio custa, em média, R$ 750 mil. A lista com o nome de Vaccari como um dos proprietários está anexada ao processo na 5ª Vara Criminal, movido pelos mutuários da cooperativa que se sentiram lesados.

NOME CITADO NA LAVA-JATO

Vaccari também é investigado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, como suspeito de ser o operador petista de esquema de recebimento de propinas por obras na Petrobras. Ele nega todas as acusações

Devido a irregularidades na Bancoop, Vaccari foi denunciado por estelionato pelo Ministério Público Estadual no final de 2010. Nesse mesmo ano, a denúncia foi aceita pela juíza da 5ª Vara Criminal, Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa. Uma sentença no caso é aguardada para meados de 2015.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria do tesoureiro do PT confirmou que o apartamento é dele, mas informou que Vaccari não comentará o assunto.

Segundo o advogado criminalista Luiz Flávio Gomes, não há ilegalidade no fato de Vaccari ser dono de um apartamento no condomínio construído pela Bancoop.

— Só haveria algo ilegal se o prédio tivesse recebido recursos oficiais — disse.

OUTROS PETISTAS

Além do casal Lula da Silva e Vaccari, outros petistas e ex-dirigentes da Bancoop têm apartamentos no Solaris. É o caso de Ana Maria Érnica, diretora financeira da Bancoop. Érnica também é ré por estelionato no processo na 5ª Vara Criminal. Os outros réus são: Edson Botelho Fraga, Letycia Achur Antonio, Henir Rodrigues de Oliveira e Helena da Conceição Pereira Lage.

Também Heitor Gushiken, primo do ex-ministro do governo Lula, Luiz Gushiken, morto em 2013, é dono de apartamento no Solaris. Heitor negou qualquer privilégio na obtenção do imóvel. Ele disse ao GLOBO esta semana que quitou todas as prestações do apartamento à Bancoop e ainda teve que pagar mais R$ 160 mil para a OAS, que cobrou dos associados da cooperativa uma diferença pelo término da obra.

Simone Messeguer Pereira Godoy, mulher de Freud Godoy, tem apartamento no Solaris. Freud foi segurança do ex-presidente Lula e chegou a ter seu nome envolvido na compra do dossiê contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), em 2006, no que ficou conhecido como escândalo dos aloprados.

A petista Marice Correia de Lima, cunhada de Vaccari, também é dona de um apartamento num prédio construído pela Bancoop. No último dia 18 de novembro, ela foi levada coercitivamente a depor na Polícia Federal de São Paulo, no decorrer da Operação Lava-Jato, para explicar por que recebeu R$ 244 mil da OAS.

Marice é proprietária do apartamento 193-A do Edifício Mirante do Tatuapé, no Bairro do Tatuapé, em São Paulo. Ela adquiriu o imóvel junto à Bancoop em 2006, quando o cunhado presidia a cooperativa.

ATÉ A CUT TEM APARTAMENTOS

No mesmo prédio do Tatuapé, os apartamentos de número 163-A e 173-A estão em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde Marice trabalhou como colaboradora da Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas. A confederação é ligada à CUT e também teve Vaccari como tesoureiro.

Outro empreendimento edificado pela Bancoop é o Torres da Mooca. Nele, Mirelle Nóvoa de Noronha, filha da ex-secretária de Lula, a petista Rosemary Nóvoa Noronha, é dona de um apartamento.

Rose, como Rosemary é conhecida, foi chefe de gabinete do escritório regional da Presidência da República em São Paulo. Ela foi flagrada pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, em 2012, negociando favores em nome da Presidência e obtendo empregos para seus familiares no governo Lula, inclusive para a filha. O irmão de Rose, Edson Lara Nóvoa, também tem apartamento no prédio da Mooca.

Ainda têm apartamentos no prédio dois ex-assessores de Lula: José Carlos Spinoza, ex-chefe de gabinete do Escritório Regional da Presidência da República em São Paulo, e Rogério Pimentel, ex-assessor do gabinete pessoal de Lula.

E o apartamento 174 do Torres da Mooca pertence a um outro personagem envolvido no caso dos aloprados: Osvaldo Bargas, ex-diretor da CUT.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Graça sabia de irregularidades desde 2007, diz Venina em depoimento

FLÁVIO FERREIRA
ENVIADO A CURITIBA

19/12/2014  16h44 - Atualizado às 17h56

Em depoimento de cinco horas no Ministério Público Federal do Paraná nesta sexta-feira (19), a ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca apresentou documentos e alegações que confirmam que a presidente da empresa, Graça Foster, sabia das irregularidades na estatal desde 2007, segundo o advogado de Fonseca, Ubiratan Mattos.

Sobre alegações da Petrobras, divulgadas em nota na última terça (16), de que as afirmações de Fonseca eram vagas e de que ela só fez as denúncias por ter sido responsabilizada, Mattos vê uma inversão.

"Estão querendo transformar a vítima em vilã. Estão tentando desconstruir a figura da minha cliente. Hoje ela comprovou que não é a vilã da história", afirmou.

A funcionária enviou e-mails alertando a atual diretoria da estatal sobre desvios na companhia, conforme revelou reportagem do jornal "Valor Econômico". Os alertas eram referentes a desvios que somam bilhões de reais em três áreas da empresa.

As primeiras denúncias de Venina Fonseca referiam-se a pagamentos de R$ 58 milhões por serviços que não foram realizados na área de comunicação da diretoria de Abastecimento, em 2008. Na época, a funcionária era subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, um dos réus da Operação Lava Jato.

Em 2009, segundo o jornal, a gerente enviou um e-mail a Graça Foster, na época diretora de Gás e Energia, alertando-a sobre a escalada de preços em obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e apresentando sugestões para mitigar o problema. As obras da refinaria, orçadas em R$ 4 bilhões, chegaram ao custo de R$ 18 bilhões.

Em 2011, a gerente teria escrito outro e-mail a Foster dizendo não ver mais alternativas para mudar a situação dos desvios na empresa e sugere apresentar a documentação que possui à então diretora de Gás e Energia.

"Gostaria de te ouvir antes de dar o próximo passo", disse Venina na mensagem publicada pelo "Valor".

Em março de 2014, Venina teria alertado o sucessor de Paulo Roberto Costa da diretoria de Abastecimento, José Carlos Cosenza, sobre perdas financeiras em operações internacionais da Petrobras, que subiram em até 15% os custos no exterior.

Segundo a reportagem, a gerente fez uma apresentação sobre as perdas na sede da Petrobras, no Rio, em maio. Uma última mensagem sobre o assunto teria sido enviada em 17 de novembro.

No dia 19 do mesmo mês, Venina foi afastada de seu cargo junto a vários suspeitos na Operação Lava Jato, apesar de não ter o nome citado em denúncias.

REAÇÃO

Após a publicação da reportagem do "Valor", a Petrobras emitiu três notas à imprensa relativas ao caso. Primeiro, a empresa disse que tinha investigado todos os casos relatados por Venina Velosa da Fonseca, mas não explicitava se Graça Foster e Cosenza haviam recebido as mensagens enviadas pela funcionária.

Em segunda mensagem, a estatal criticou a demora de Fonseca para fazer as acusações.

Por fim, na última terça, a Petrobras afirmou que os e-mails enviados a Graça Foster não explicitavam irregularidades na estatal e que a presidente da empresa só foi alertada em novembro deste ano, após a demissão da funcionária. 


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

FORA JÔ

ATE EU QUE SOU BURRO SEI QUE É PIOR MANTER A DILMA PORQUE ISTO ESTÁ CAUSANDO A FUGA DE CAPITAL DE INVESTIDORES ESTRANGEIROS BEM COMO A PARALISAÇÃO E ESTAGNAÇÃO DA NOSSA ECONOMIA POR CAUSA DOS JUROS ELEVADOS E FALTA DE CONTROLE NOS GASTOS PÚBLICOS.

MAS NÃO ESSE SER VIVO QUE ESTÁ COM CÉREBRO VENCIDO, DISSE QUE TEM MEDO DO IMPEACHMENT DESESTABILIZAR O PAÍS, É EXATAMENTE O CONTRÁRIO!!!!!


Ministro do STF Gilmar Mendes entrevistado por uma cabeça oca

AMIGOS NAO AGUENTO MAIS E FAÇO AQUI UMA RECLAMAÇÃO. ACHEI MUITO FRACA E VOLUVEL ESSA ENTREVISTADORA, TANTO A VEJA COMO O ESTADÃO ULTIMAMENTE  CARECEM DE JORNALISTAS MAIS SÉRIOS E MENOS CABEÇAS-OCAS MEWWWWWWWWWW ESSA DAI SO ESTÁ SENTADA AÍ POR CAUSA DESSE ROSTINHO ANGELICAL E PERFUME DE FEMEA NA MINHA SINCERA E HUMILDE OPINIAO DE URSO. É SÉRIO CHEGA A SER CONSTRANGEDOR PARA UM MINISTRO DO STF CONCEDER UMA ENTREVISTA PARA ALGUÉM QUE USA TERMOS COMO "O QUE VIER NA TELHA" KAKAKKAKAKAKKAKKKK NIVEL COMPATIVEL PARA UMA CONVERSA DE BUTECO REGADO A PAGODE E CEBOLITOS KKKKKKKKKKK ELA CONSTRANGE (O PRÓPRIO GILMAR USOU MUITO ESSE VERBETE DURANTE A ENTREVISTA) O MINISTRO QUANDO INSISTE EM DIZER QUE ELE É O ÚNICO NÃO ESCOLHIDO PELO PT SENDO QUE ISSO O CONSTRANGE PERANTE OS DEMAIS MINISTROS POR SER FORÇADO A EMITIR UM DE JUÍZO DE VALOR, PORQUE OUTROS MINISTROS ESCOLHIDOS PELO PT DIGAMOS QUE "ESTAO DO NOSSO LADO" E NÃO MERECEM ESSA DISCRIMINAÇÃO INSISTENTE DESSA ENTREVISTADORA PEDANTE QUE NOS REVELA UMA TOTAL FALTA DE SENSIBILIDADE E CONSIDERAÇÃO COM O ENTREVISTADO! MAS VAMOS À ENTREVISTA QUE É O MAIS IMPORTANTE.


Petrolão: ‘Os fatos são chocantes. Há uma cleptocracia instalada’, diz Gilmar Mendes em entrevista à TVEJA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes conversou exclusivamente com Joice Hasselmann sobre os sucessivos escândalos na maior empresa estatal do país.

Na entrevista em Brasília, o ministro avaliou as credenciais de possíveis novos indicados de Dilma Rousseff para a Corte e analisou que, ao final do mandato da presidente, ele será o único membro que não foi escolhido por um governo petista.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lava Jato: cunhada de tesoureiro do PT é citada no esquema

01 de dezembro de 2014 • 07h11

Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, seria destinatária do dinheiro desviado na Petrobras

Cunhada do tesoureiro do PT-Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, aparece nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, como suposta destinatária do dinheiro desviada na Petrobras, de acordo com informações do programa Hora 1 da Notícia, da TV Globo. Documentos indicam uma negociação entre o doleiro Alberto Youssef e um funcionário da empreiteira OAS, em que o endereço de Marice Correa de Lima aparece como destino de uma entrega.

A PF fez um organograma que explica a suposta movimentação do dinheiro de Youssef para a OAS. Segundo a polícia, o funcionário da empresa José Ricardo Breghirolli, preso na operação, orienta o doleiro a levar os valores a um endereço determinado, o da cunhada de Vaccari, e procurar por Marice às 14h30.

Os documentos também apontam entregas de dinheiro feitas por Alberto Youssef em diversas cidades do País.

Marice Correa de Lima foi levada para prestar depoimento na PF, em São Paulo, no dia 14 de novembro, data do início da sétima fase da Operação Lava Jato. Na ocasião, ela confirmou que mora no endereço citada na mensagem do funcionário da OAS para Youssef. Ela negou que tenha recebido qualquer coisa e disse que desconhece as pessoas citadas pelos investigadores, além de que teria pouco contato com o cunhado.

Marice foi coordenadora administrativa do PT em 2005, na época da CPI dos Correios, em que foi acusada de levar R$ 1 milhão para uma empresa do ex-vice-presidente José Alencar. O ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, reconheceu que o dinheiro havia saído das contas de Marcos Valério, empresário envolvido no escândalo do Mensalão.