quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Presidente do TRE-AL acusa PT de coagir eleitor

28 de outubro de 2014 • 21h55 • atualizado às 21h56
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/alagoas/presidente-do-tre-al-acusa-pt-de-coagir-eleitor,9cae036a52959410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral e desembargadora do Tribunal de Justiça de Alagoas, Elisabeth Carvalho Nascimento postou em seu perfil no Facebook que o PT ameaçou e coagiu os "analfabetos e miseráveis do Bolsa Família". Após a repercussão na imprensa, o perfil foi deletado.

Além da acusação, a desembargadora se mostrou decepcionada pela vitória da presidente Dilma Rousseff (PT). Após elencar os fatos que, segundo ela, os eleitores "esclarecidos" não teriam levado em consideração antes de votar, finalizou: "esqueceram de tanta coisa ruim desse desGoverno, que só chego à uma conclusão: os esclarecidos esqueceram deles mesmos".




sábado, 25 de outubro de 2014

PT utiliza máquina pública para retirar VEJA das bancas e ameaça proprietários




Lula sabia de esquema na Petrobras desde 2005, diz doleiro preso pela PF.


MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

25/10/2014  02h00

O doleiro Alberto Youssef disse em sua delação premiada que soube que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve conhecimento do esquema de propina na Petrobras após a eclosão da crise do mensalão, em 2005.

Lula, segundo o relato do doleiro, procurou o presidente do PP à época, José Janene, para discutir como acalmar os deputados do partido, descontentes com a perda do financiamento ilícito que recebiam via mensalão.

O doleiro afirmou em seu depoimento que a presidente Dilma Rousseff também tinha conhecimento do esquema de desvios de recursos. 

As citações a Dilma e a Lula foram reveladas pela 'Veja'.

Duas pessoas que acompanham a investigação confirmaram à Folha que Youssef mencionou a atual e o ex-presidente em depoimentos. Ele foi mais citado do que ela, segundo estas fontes.

A revista "Veja" ainda diz que o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli ordenou o pagamento de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que ameaçava revelar o esquema.

Gabrielli, em nota, negou com veemência a acusação.

O esquema da Petrobras é apontado por procuradores da Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a estatal, como sucessor do mensalão.

Youssef era próximo de Janene, que morreu em 2010, e do próprio PP. O doleiro nasceu na mesma cidade de Janene, em Londrina (PR), e herdou negócios do parlamentar, como ele mesmo contou aos procuradores.

O PP aderiu à base aliada do governo Lula em 2003 e recebeu R$ 4,1 milhões durante o mensalão, esquema de compra de apoio de parlamentares operado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

A revelação do esquema do mensalão, feita pela Folha em junho de 2005, implodiu o esquema de compra de apoio do PP.

O PT, à época, tinha outros problemas com seu aliado. A ameaça do PP de deixar a base aliada era tão grande que, em junho de 2005, o governo entregou um ministério para o partido, o das Cidades.

Foi o PP que indicou Paulo Roberto Costa à diretoria de abastecimento da Petrobras em 2004, cargo que o executivo ocupou até 2012.

O ex-diretor, também investigado na Lava Jato, disse à Justiça que sabia que havia sido colocado no cargo para fazer operações que irrigariam o PP, que ficava com 1% do valor de contratos, e o PT, que ficava com 2%.