terça-feira, 23 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Graça sabia de irregularidades desde 2007, diz Venina em depoimento

FLÁVIO FERREIRA
ENVIADO A CURITIBA

19/12/2014  16h44 - Atualizado às 17h56

Em depoimento de cinco horas no Ministério Público Federal do Paraná nesta sexta-feira (19), a ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca apresentou documentos e alegações que confirmam que a presidente da empresa, Graça Foster, sabia das irregularidades na estatal desde 2007, segundo o advogado de Fonseca, Ubiratan Mattos.

Sobre alegações da Petrobras, divulgadas em nota na última terça (16), de que as afirmações de Fonseca eram vagas e de que ela só fez as denúncias por ter sido responsabilizada, Mattos vê uma inversão.

"Estão querendo transformar a vítima em vilã. Estão tentando desconstruir a figura da minha cliente. Hoje ela comprovou que não é a vilã da história", afirmou.

A funcionária enviou e-mails alertando a atual diretoria da estatal sobre desvios na companhia, conforme revelou reportagem do jornal "Valor Econômico". Os alertas eram referentes a desvios que somam bilhões de reais em três áreas da empresa.

As primeiras denúncias de Venina Fonseca referiam-se a pagamentos de R$ 58 milhões por serviços que não foram realizados na área de comunicação da diretoria de Abastecimento, em 2008. Na época, a funcionária era subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, um dos réus da Operação Lava Jato.

Em 2009, segundo o jornal, a gerente enviou um e-mail a Graça Foster, na época diretora de Gás e Energia, alertando-a sobre a escalada de preços em obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e apresentando sugestões para mitigar o problema. As obras da refinaria, orçadas em R$ 4 bilhões, chegaram ao custo de R$ 18 bilhões.

Em 2011, a gerente teria escrito outro e-mail a Foster dizendo não ver mais alternativas para mudar a situação dos desvios na empresa e sugere apresentar a documentação que possui à então diretora de Gás e Energia.

"Gostaria de te ouvir antes de dar o próximo passo", disse Venina na mensagem publicada pelo "Valor".

Em março de 2014, Venina teria alertado o sucessor de Paulo Roberto Costa da diretoria de Abastecimento, José Carlos Cosenza, sobre perdas financeiras em operações internacionais da Petrobras, que subiram em até 15% os custos no exterior.

Segundo a reportagem, a gerente fez uma apresentação sobre as perdas na sede da Petrobras, no Rio, em maio. Uma última mensagem sobre o assunto teria sido enviada em 17 de novembro.

No dia 19 do mesmo mês, Venina foi afastada de seu cargo junto a vários suspeitos na Operação Lava Jato, apesar de não ter o nome citado em denúncias.

REAÇÃO

Após a publicação da reportagem do "Valor", a Petrobras emitiu três notas à imprensa relativas ao caso. Primeiro, a empresa disse que tinha investigado todos os casos relatados por Venina Velosa da Fonseca, mas não explicitava se Graça Foster e Cosenza haviam recebido as mensagens enviadas pela funcionária.

Em segunda mensagem, a estatal criticou a demora de Fonseca para fazer as acusações.

Por fim, na última terça, a Petrobras afirmou que os e-mails enviados a Graça Foster não explicitavam irregularidades na estatal e que a presidente da empresa só foi alertada em novembro deste ano, após a demissão da funcionária. 


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

FORA JÔ

ATE EU QUE SOU BURRO SEI QUE É PIOR MANTER A DILMA PORQUE ISTO ESTÁ CAUSANDO A FUGA DE CAPITAL DE INVESTIDORES ESTRANGEIROS BEM COMO A PARALISAÇÃO E ESTAGNAÇÃO DA NOSSA ECONOMIA POR CAUSA DOS JUROS ELEVADOS E FALTA DE CONTROLE NOS GASTOS PÚBLICOS.

MAS NÃO ESSE SER VIVO QUE ESTÁ COM CÉREBRO VENCIDO, DISSE QUE TEM MEDO DO IMPEACHMENT DESESTABILIZAR O PAÍS, É EXATAMENTE O CONTRÁRIO!!!!!


Ministro do STF Gilmar Mendes entrevistado por uma cabeça oca

AMIGOS NAO AGUENTO MAIS E FAÇO AQUI UMA RECLAMAÇÃO. ACHEI MUITO FRACA E VOLUVEL ESSA ENTREVISTADORA, TANTO A VEJA COMO O ESTADÃO ULTIMAMENTE  CARECEM DE JORNALISTAS MAIS SÉRIOS E MENOS CABEÇAS-OCAS MEWWWWWWWWWW ESSA DAI SO ESTÁ SENTADA AÍ POR CAUSA DESSE ROSTINHO ANGELICAL E PERFUME DE FEMEA NA MINHA SINCERA E HUMILDE OPINIAO DE URSO. É SÉRIO CHEGA A SER CONSTRANGEDOR PARA UM MINISTRO DO STF CONCEDER UMA ENTREVISTA PARA ALGUÉM QUE USA TERMOS COMO "O QUE VIER NA TELHA" KAKAKKAKAKAKKAKKKK NIVEL COMPATIVEL PARA UMA CONVERSA DE BUTECO REGADO A PAGODE E CEBOLITOS KKKKKKKKKKK ELA CONSTRANGE (O PRÓPRIO GILMAR USOU MUITO ESSE VERBETE DURANTE A ENTREVISTA) O MINISTRO QUANDO INSISTE EM DIZER QUE ELE É O ÚNICO NÃO ESCOLHIDO PELO PT SENDO QUE ISSO O CONSTRANGE PERANTE OS DEMAIS MINISTROS POR SER FORÇADO A EMITIR UM DE JUÍZO DE VALOR, PORQUE OUTROS MINISTROS ESCOLHIDOS PELO PT DIGAMOS QUE "ESTAO DO NOSSO LADO" E NÃO MERECEM ESSA DISCRIMINAÇÃO INSISTENTE DESSA ENTREVISTADORA PEDANTE QUE NOS REVELA UMA TOTAL FALTA DE SENSIBILIDADE E CONSIDERAÇÃO COM O ENTREVISTADO! MAS VAMOS À ENTREVISTA QUE É O MAIS IMPORTANTE.


Petrolão: ‘Os fatos são chocantes. Há uma cleptocracia instalada’, diz Gilmar Mendes em entrevista à TVEJA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes conversou exclusivamente com Joice Hasselmann sobre os sucessivos escândalos na maior empresa estatal do país.

Na entrevista em Brasília, o ministro avaliou as credenciais de possíveis novos indicados de Dilma Rousseff para a Corte e analisou que, ao final do mandato da presidente, ele será o único membro que não foi escolhido por um governo petista.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lava Jato: cunhada de tesoureiro do PT é citada no esquema

01 de dezembro de 2014 • 07h11

Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, seria destinatária do dinheiro desviado na Petrobras

Cunhada do tesoureiro do PT-Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, aparece nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, como suposta destinatária do dinheiro desviada na Petrobras, de acordo com informações do programa Hora 1 da Notícia, da TV Globo. Documentos indicam uma negociação entre o doleiro Alberto Youssef e um funcionário da empreiteira OAS, em que o endereço de Marice Correa de Lima aparece como destino de uma entrega.

A PF fez um organograma que explica a suposta movimentação do dinheiro de Youssef para a OAS. Segundo a polícia, o funcionário da empresa José Ricardo Breghirolli, preso na operação, orienta o doleiro a levar os valores a um endereço determinado, o da cunhada de Vaccari, e procurar por Marice às 14h30.

Os documentos também apontam entregas de dinheiro feitas por Alberto Youssef em diversas cidades do País.

Marice Correa de Lima foi levada para prestar depoimento na PF, em São Paulo, no dia 14 de novembro, data do início da sétima fase da Operação Lava Jato. Na ocasião, ela confirmou que mora no endereço citada na mensagem do funcionário da OAS para Youssef. Ela negou que tenha recebido qualquer coisa e disse que desconhece as pessoas citadas pelos investigadores, além de que teria pouco contato com o cunhado.

Marice foi coordenadora administrativa do PT em 2005, na época da CPI dos Correios, em que foi acusada de levar R$ 1 milhão para uma empresa do ex-vice-presidente José Alencar. O ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, reconheceu que o dinheiro havia saído das contas de Marcos Valério, empresário envolvido no escândalo do Mensalão.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Procuradoria denuncia irmão de Dias Toffoli e mais quatro por desvio de R$ 57 milhões



REDAÇÃO
27 Novembro 2014 | 18:18
Ex-prefeitos de Marília (SP) Mário Bulgareli e José Ticiano Dias Toffoli e três ex-secretários da Fazenda do município teriam desviado recursos de saúde e educação para custear gastos do Executivo
Por Julia Affonso

O Ministério Público Federal denunciou Mário Bulgareli (PDT) e José Ticiano Dias Toffoli (PT), irmão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, por desvio de R$ 57 milhões do Fundo Municipal de Saúde e de atividades escolares para custear a folha de pagamento e outros gastos da Prefeitura de Marília, interior de São Paulo, entre 2009 e 2012. As verbas eram repassadas pela União para saúde e educação.

Três ex-secretários da Fazenda do município também foram denunciados por participação no desvio do dinheiro. Mário Bulgareli administrou a cidade de janeiro de 2005 a março de 2012, quando renunciou após denúncias de irregularidades em sua gestão. Durante o segundo mandato, o então prefeito foi responsável pelo desvio de R$ 28,2 milhões destinados à saúde e à educação. O vice José Ticiano Dias Toffoli, que assumiu o governo após a renúncia de Bulgareli, teria movimentado irregularmente outros R$ 28,8 milhões nos dez meses que ficou à frente da Prefeitura.

Segundo a Procuradoria, os ex-secretários da Fazenda fizeram as transferências por determinação dos ex-prefeitos. Em depoimento, Dias Toffoli admitiu o uso irregular do dinheiro. Ele teria afirmado que, quando tomou posse do cargo, havia um déficit de aproximadamente R$ 8 milhões no caixa da Prefeitura, o que o teria obrigado a dar sequência aos delitos já praticados pelo antecessor.

O Ministério Público quer a condenação dos denunciados por crime de responsabilidade. A pena é de três meses a três anos para gestores que aplicarem indevidamente verbas públicas. O procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor da denúncia, pede que a Justiça os obrigue a reparar os danos causados à União no valor de R$ 33,2 milhões, correspondente ao montante de recursos retirados das contas sem a devida devolução.

A reportagem tentou contato com o ex-prefeito Dias Toffoli, mas não obteve retorno. O advogado de Bulgareli foi contatado, mas estava em reunião e não pôde atender.

Veja a denúncia do Ministério Público Federal na íntegra.

COM A PALAVRA, O PROCURADOR DA REPÚBLICA JEFFERSON APARECIDO DIAS,QUE DENUNCIOU O IRMÃO DO MINISTRO DO SUPREMO E MAIS QUATRO INVESTIGADOS

ESTADÃO: Como começaram as investigações?
JEFFERSON APARECIDO DIAS: No fim do governo do Toffoli. Chegamos aos desvios por meio da ONG MATRA, Marília Transparente, de controle social. Eles denunciaram. Pegaram cópia de todos os documentos junto aos Conselhos Municipais de Saúde e Educação e fizeram uma representação (no Ministério Público Federal).

ESTADÃO: Este é o mesmo caso de 2012, quando os bens de Bulgareli e Dias Toffoli foram bloqueados por desvios?
DIAS: Sim. No decreto-lei 201/67 (sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores) tem um crime que é essa aplicação dos custos de forma indevida. O mesmo ato dá o ar de improbidade e o tipo penal. O processo de improbidade está seguindo.

ESTADÃO: Como foi gasto o dinheiro?
DIAS: Não dá para saber, porque ele foi colocado no caixa da Prefeitura e não foi usado em educação e saúde. A ONG denunciou que os prestadores não estavam recebendo o dinheiro. A Santa Casa de Marília, principalmente, não recebia pelos trabalhos que fazia.


sábado, 22 de novembro de 2014

Juiz dá recado a advogado petoba que falou que propina é comum

22 de novembro de 2014 • 00h05 • atualizado às 12h30


Advogado de Fernando Baiano disse que no Brasil não se põe “um paralelepípedo no chão” sem propina; para juiz responsável pela Lava Jato, dizer "todos nós roubamos" é inaceitável

Débora Melo
Direto de Curitiba

Em decisão que prorrogou a prisão do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, fez uma crítica indireta ao advogado Mario de Oliveira Filho, que defende Baiano. Na quarta-feira, Oliveira Filho ficou nacionalmente conhecido ao dizer que não se faz obra pública no Brasil sem pagamento de propina.

“O fechar de olhos, com a aceitação do quadro criminoso, como se o crime fosse algo natural e inevitável, não constitui uma escolha aceitável. O álibi 'todos nós roubamos', lembrando o mesmo empregado no contexto da Operação Mãos Limpas italiana pelo então 'criminoso zero', Mário Chiesa ('tutti rubiano cosi'), não é jurídica ou moralmente aceitável e, ademais, sequer é verdadeiro”, argumentou o magistrado. “Por mais que prática criminosa da espécie tenha se espalhado pela falta de resposta institucional adequada, é evidente que não abrange a todos, quer agentes públicos, empresas ou demais indivíduos, e não representa o que pensa a sociedade brasileira”, continuou o texto.

Na quarta, o advogado disse que o pagamento de propina faz parte da “cultura” do País. “O empresário, porventura, faz uma composição ilícita com algum político e paga alguma coisa. Se ele não fizer isso, e quem desconhece isso desconhece a história do País, não tem obra. Pode pegar uma prefeitura do interior, uma empreiteirinha com quatro funcionários. Se ele não fizer acerto, ele não põe um paralelepípedo no chão”, disse Oliveira Filho na ocasião.