quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Defesa de Cerveró desiste de incluir Dilma Rousseff como testemunha
GABRIEL MASCARENHAS
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
26/01/2015 17h16
A defesa do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso em decorrência das investigações da Operação Lava Jato, desistiu de incluir a presidente Dilma Rousseff como sua testemunha de defesa, pouco mais de duas horas após ter apresentado esse pedido à Justiça Federal.
Na desistência, o advogado Edson Ribeiro argumenta que a decisão sobre a aquisição de sondas, pela qual Cerveró é processado sob acusação de ter recebido vantagens indevidas, foi "privativa da diretoria da Petrobras, não passando pelo conselho de administração, onde a testemunha ora substituída exercia a presidência".
O ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli foi mantido como testemunha, conforme listado na defesa prévia apresentada nesta segunda-feira (26) ao juiz Sérgio Moro.
Esse documento é uma defesa inicial na qual o advogado adianta os principais argumentos e lista as testemunhas que produzirão provas durante o processo.
Cerveró, porém, foi preso preventivamente devido a um outro inquérito, sob a justificativa de que havia transferido imóveis de seu patrimônio para o nome de parentes.
Também são réus na mesma ação o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como intermediário do pagamento da propina, o doleiro Alberto Youssef e o consultor Julio Camargo.
ALGUÉM LIGOU PRO ADVOGADO PEDINDO PRA ESCOLHER A COR DO CAIXAO AMIGOS
CERVERÓ INDICA DILMA COMO TESTEMUNHA DE DEFESA
O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, solicitou nesta segunda-feira à Justiça Federal do Paraná, que intime a presidente Dilma Rousseff como testemunha de defesa na ação penal contra o executivo. A solicitação faz parte da manifestação do advogado Edson Ribeiro, que defende o ex-diretor. É a primeira vez que um réu da Lava Jato cita nominalmente a presidenta.
Dentre o rol de testemunhas estão a presidente, os ex-presidentes da Petrobrás José Sergio Gabrielli e José Carlos de Lucca que dirigiu a estatal na década de 1990 e atualmente é presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Graça Foster teria comandado obra superfaturada a 1.800%
O jornal O Globo publicou uma reportagem, nesta quarta-feira, relacionando a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, com o processo de implementação de uma rede de gasodutos que, segundo auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União (TCU), teve superfaturamento de mais de 1.800% em um de seus principais trechos.
De acordo com a publicação, na época, a estatal criou uma empresa de fachada para construir o gasoduto Gasene (que liga o Sudeste ao Nordeste) usando a sede do escritório de contabilidade contratado para o negócio. Antonio Carlos Pinto de Azeredo, proprietário do escritório, exerceu o cargo de presidente da Transportadora Gasene entre 2005 e 2011.
Ainda segundo O Globo, um documento (elaborado em 12 de dezembro de 2007) assinado por Graça, então diretora de Gás e Energia, mostra que ela levou a proposta de aprovação de parcerias para a Transportadora Gasene à diretoria executiva da Petrobras. Ela submeteu à direção, por exemplo, a contratação da empresa chinesa Sinopec - responsável pela construção do maior trecho do Gasene, entre Cacimbas (ES) e Catu (BA) - e o financiamento junto ao BNDES.
Procurada, a estatal negou “qualquer ligação societária” com a empresa.
Gasoduto da Petrobras tem indício de superfaturamento de 1800%, aponta TCU
DO RIO
Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou superfaturamento de 1.800% na construção de um trecho da rede de gasodutos operada pela Petrobras na Bahia, segundo notícia publicada neste domingo (4) pelo jornal "O Globo".
Com 954 km de extensão, o trecho passa pelos municípios de Linhares (ES) e Catu (BA), e custou R$ 3,78 bilhões, de acordo com a reportagem.
O gasoduto fica entre a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, e a Estação de Distribuição de Gás, no município baiano.
Segundo o Globo, a Petrobras criou uma "empresa de papel" - a Transportadora Gasene S.A. - para construir e operar o gasoduto.
Constituída pela Petrobras como uma SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), a Transportadora Gasene S.A. firmou um contrato de prestação de serviços com o escritório de contabilidade Domínio Assessores Ltda.. No contrato assinado, as duas empresas apresentam o mesmo endereço, no Rio.
O mesmo contrato, segundo o jornal, estabelecia que o proprietário da Domínio Assessores Ltda., Antônio Carlos Pinto de Azeredo, passaria a exercer a função de presidente da Transportadora Gasene S.A..
A análise do TCU foi baseada em documentos da Agência Nacional do Petróleo. Em um trecho da auditoria, publicado pelo Globo, os técnicos do TCU afirmam que "a ANP considerou que as firmas transportadoras criadas nesse arranjo financeiro seriam apenas empresas de papel".
O TCU também apontou falhas na análise técnica que cabia à ANP a respeito da construção deste trecho do gasoduto, de acordo com o jornal.
"Chama atenção o fato de um projeto dessa magnitude, na ordem de R$ 3,78 bilhões (valor referente somente ao trecho Cacimbas-Catu), não ter avaliação crítica dos estudos apresentados pela Petrobras para efeitos de autorização para a construção", dizia o texto dos auditores do TCU, reproduzido pelo Globo.
De acordo com a reportagem, o relatório do TCU responsabiliza José Sérgio Gabrielli (na época, presidente da Petrobras) e Antônio Carlos Azeredo (que presidia a Transportadora Gasene) pelas irregularidades.
Em nota, a Petrobras afirmou que a Transportadora Gasene S.A. "não tem qualquer ligação societária com a Petrobras".
A empresa afirmou que o "Projeto Gasene" foi elaborado pela área financeira da Petrobras, entre 2004 e 2005, "com objetivo de captar recursos para construção do gasoduto Gasene".
No texto, a Petrobras acrescentou que a Transportadora Gasene S.A. é uma "SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), de caráter privado, com objetivo de contratar os financiamentos, construir e operar o Gasene."
De acordo com a Petrobras, a Transportadora Gasene S.A. foi comprada em 31 de janeiro de 2012 pela TAG (Transportadora Associada de Gás), empresa do sistema Petrobras.
O gasoduto foi inaugurado no dia 26 de março de 2010 em cerimônia na cidade de Itabuna (BA) com as presenças do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, na época, ministra-chefe da Casa Civil.
Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou superfaturamento de 1.800% na construção de um trecho da rede de gasodutos operada pela Petrobras na Bahia, segundo notícia publicada neste domingo (4) pelo jornal "O Globo".
Com 954 km de extensão, o trecho passa pelos municípios de Linhares (ES) e Catu (BA), e custou R$ 3,78 bilhões, de acordo com a reportagem.
O gasoduto fica entre a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, e a Estação de Distribuição de Gás, no município baiano.
Segundo o Globo, a Petrobras criou uma "empresa de papel" - a Transportadora Gasene S.A. - para construir e operar o gasoduto.
Constituída pela Petrobras como uma SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), a Transportadora Gasene S.A. firmou um contrato de prestação de serviços com o escritório de contabilidade Domínio Assessores Ltda.. No contrato assinado, as duas empresas apresentam o mesmo endereço, no Rio.
O mesmo contrato, segundo o jornal, estabelecia que o proprietário da Domínio Assessores Ltda., Antônio Carlos Pinto de Azeredo, passaria a exercer a função de presidente da Transportadora Gasene S.A..
A análise do TCU foi baseada em documentos da Agência Nacional do Petróleo. Em um trecho da auditoria, publicado pelo Globo, os técnicos do TCU afirmam que "a ANP considerou que as firmas transportadoras criadas nesse arranjo financeiro seriam apenas empresas de papel".
O TCU também apontou falhas na análise técnica que cabia à ANP a respeito da construção deste trecho do gasoduto, de acordo com o jornal.
"Chama atenção o fato de um projeto dessa magnitude, na ordem de R$ 3,78 bilhões (valor referente somente ao trecho Cacimbas-Catu), não ter avaliação crítica dos estudos apresentados pela Petrobras para efeitos de autorização para a construção", dizia o texto dos auditores do TCU, reproduzido pelo Globo.
De acordo com a reportagem, o relatório do TCU responsabiliza José Sérgio Gabrielli (na época, presidente da Petrobras) e Antônio Carlos Azeredo (que presidia a Transportadora Gasene) pelas irregularidades.
Em nota, a Petrobras afirmou que a Transportadora Gasene S.A. "não tem qualquer ligação societária com a Petrobras".
A empresa afirmou que o "Projeto Gasene" foi elaborado pela área financeira da Petrobras, entre 2004 e 2005, "com objetivo de captar recursos para construção do gasoduto Gasene".
No texto, a Petrobras acrescentou que a Transportadora Gasene S.A. é uma "SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), de caráter privado, com objetivo de contratar os financiamentos, construir e operar o Gasene."
De acordo com a Petrobras, a Transportadora Gasene S.A. foi comprada em 31 de janeiro de 2012 pela TAG (Transportadora Associada de Gás), empresa do sistema Petrobras.
O gasoduto foi inaugurado no dia 26 de março de 2010 em cerimônia na cidade de Itabuna (BA) com as presenças do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, na época, ministra-chefe da Casa Civil.
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